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BRASIL, Norte, BOA VISTA, Mulher, Arte e cultura, Livros
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Aula Mídias Digitais
Estou aqui tirando as teias de aranha do meu abandonado blog por conta de uma atividade da disciplina de Mídias Digitais da pós-graduação em Comunicação Social. Para tanto, acredito que devo explicar o que faço aqui nesse espaço certo? Eu falo do que tenho vontade: as vezes profissão, outras sentimentos, medos, manias, lembranças da infância, tédio, revolta, enfim, o que realmente preciso expressar. Confesso também que não tenho tido muita inspiração pra escrever porque inspiração está diretamente ligada a sensibilidade e o corre-corre do dia a dia faz com que a sensibilidade vá para o espaço. Mas vamos lá escrever forçadamente. Já dizia o poeta (não lembro qual): escrever é 1% de inspiração e 99% de transpiração. Quero falar aqui sobre a importância da união dos jornalistas para que possamos fazer evoluir o nosso mercado de trabalho. Para começar, eu tenho que expressar minha certeza: uma categoria só faz valer seus direitos quando fortalece seu sindicato. Por isso, vejo como um grave erro de omissão não ser sindicalizado. Muita gente não vai concordar, mas esse é meu blog, portanto escrevo aqui a minha opinião única e exclusiva. Vejo que esse discurso de que ‘ah, o sindicato não faz nada, por isso não me sindicalizo’ é totalmente comodista. Talvez o sindicato não faça mais porque ninguém dá a credibilidade de que ele precisa. Pouco mais de 130 profissionais fazem parte do quadro de associados. Acredito que aqui haja mais de 300 jornalistas. Eu mesma, como repórter, acompanhei de perto Sindicatos fazendo valer seu direito de greve e conseguindo através desse direito, melhores salários e condições de trabalho. O Sinter é um exemplo disso. Por isso, lamento profundamente que muitos não tenham essa visão de que é preciso união (por mais que isso pareça clichê) para que consigamos melhorar nossas vidas profissionais e pessoais. Quem já tem um bom emprego, olha para o próprio umbigo, e diz calado, talvez até de forma inconsciente: ‘que se dane o resto, eu estou bem’. Mas penso que essa atitude é no mínimo arrisca, tendo em vista as provas que a vida dá de que o egoísmo não é o melhor caminho. Eu, particularmente, mesmo tendo que me virar trabalhando em três lugares pra poder ter uma renda bem média final do mês, não vou me acomodar na minha falta de tempo e deixar o futuro da nossa profissão para que patrões decidam.
Escrito por Vanessa Brandão às 16h48
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Tudo verde!!
Blog de cara nova. Coloquei um verdão em homenagem à natureza!!
Escrito por Vanessa Brandão às 21h17
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2009 ...
Ano novo, nada novo. Só coisas da mídia que nos induzem a fazer promessas e criar metas para movimentar o sistema. Deixei esse espaço abandonado por quase dois meses... tive várias coisas para contar, mas não tive força de vontade para vir escrever. É que o ser humano geralmente está condicionado a só fazer algo que lhe dê algum retorno e ter um blog não dá retorno nenhum. Mesmo assim me fascina a idéia de que alguém possa ler o que escrevo do outro lado do mundo. A internet é fantástica porque proporciona esse contato antes impossível.
Estou na Rádio Tropical FM neste momento, são 18h e 10 minutos, e fico aqui até às 20h. Ontem a noite tive a oportunidade de conversar por horas com duas garotas assim como eu: que já não se satisfazem com papos idiotas sobre escova definitiva e frivolidades quotidianas. Não que conversar bobagens seja uma coisa tão terrível (as vezes é até necessário), mas hoje eu busco algo mais em uma conversa.
Gosto de conversar com pessoas que consigam derrubar meus argumentos, me mostrar uma nova forma de ver a vida, me deixar sem vontade de falar para poder ouvir mais e mais. E isso, infelizmente, tenho que confessar: é mais difícil em uma rodinha de meninas. Quem me conhece sabe que tenho posições bem feministas na maioria das situações, mas meninas parecem ser mais superficiais que meninos. Não me refiro ao papo que rola em uma rodinha só de homens, porque aí o nível intelectual da conversa é bem mais vil que a conversinha fútil das meninas, me refiro a conversar numa boa, em uma roda de homens e mulheres.
Quando conheci o Reinaldo, me apaixonei por conseguir ter esse papo mais cabeça logo de cara. A coisa fluiu e até hoje, depois de um ano de namoro, conseguimos frequentemente engatar conversas que só acrescentam, onde um abre a mente do outro pra novas ideias e até ideais. Mas ontem, para minha felicidade, fiquei até a madrugada conversando com Bia e Camila sobre tudo o que adoro. O mundo, o sistema, a profissão, o amor, a vida espiritual, enfim, as dúvidas e certezas de cada um desses aspectos.
Mudando de assunto, como primeiro post do ano, eu deveria pela 'tradição' escrever um monte de coisas otimistas, mas não quero me forçar a ficar de blá blá blá aqui, escrevendo textos gigantes, só para manter o padrão. Quero ser mais simples. E no momento nada mais me vem à cabeça. Vou entrar no ar. Fui.
Escrito por Vanessa Brandão às 20h44
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Tirando cascas
Sou várias em um só momento
Quero mudar meu destino tormento
Só por um lamento, eu tento
Nem sempre chego ao final
Eu paro e recomeço mais que o natural
Eu não sou instinto, sou romance
Sou um passo, outro passo e um retorno ao começo
Por horas vivo em outra dimensão
Eu não sou destino, sou instante
Sou pequena, cantante, brincante
Sou tronco de árvore cortada, sou vela apagada, fogo e água do mar
Sou um vaso vazio e nobreza de caráter
No prato, sou prato profundo, o céu é meu mundo
O vento é o meu fundo, meu fundo é um prato vazio
Sou rádio ligado falando sozinho
Escrito por Vanessa Brandão às 21h32
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Linha fina
Nossa! Quase um mês sem vir aqui. A correria do dia-a-dia me afasta do blog e quando tem o tempo, não vem à inspiração. É chato estar sempre procurando algo profundo para dizer... E na realidade nem sempre sou complexa. Às vezes sou até tola.
Enfim, vim aqui refletir sobre uma novidade profissional. São 22h31 minutos, estou na Rádio Tropical, apresentando o Rádio Escuta. Só para contextualizar =p
Hoje saiu a segunda edição da minha coluna. Chama-se 'Okia', e eu já havia falado dela aqui nesse blog acho que no final do ano passado. Mas se tem uma coisa que eu aprendi em 2008, é a não falar de nenhum projeto antes que ele se concretize. Quase 11 meses depois finalmente nasceu minha página. Por enquanto só no site da Folha (www.folhabv.com.br). Posteriormente ela será publicada também no jornal impresso, assim que o novo projeto gráfico da Folha ficar pronto.
Para ser sincera, a coluna não saiu do jeito que eu pretendia. A nossa internet dificulta tudo, o que é lamentável, mas em breve estará super linda. Com relação ao conteúdo, bem, é isso que mais me preocupa. Não consigo parar de pensar em como a minha coluna pode contribuir com a formação intelectual, ou cultural, ou contribuir de alguma forma com a 'minha aldeia'.
Às vezes tenho medo de ser superficial demais, ou medo de ser muito cabeça e me tornar pesada. Me pergunto o que as pessoas esperam de uma coluna jovem. Lembro das mais variadas personalidades que já pude conhecer aqui em Bv. Do jovem alienado, ao super político, do fofoqueiro ao alternativo, do maluco ao conservador. O que querem essas pessoas? O que querem ler e ver? E de que forma eu posso influenciá-las positivamente, contribuindo, pelo menos um pouquinho, com o olhar crítico delas com relação ao mundo?
Muitas perguntas, poucas respostas e uma linha bem fina para escrever...
Enfim novamente, vou realizando e buscando até me encontrar e encontrar você...
P.S. Achei lindo o poeminha logo abaixo... nem acredito que o escrevi assim tão redondinho. É pro meu amor =]
Escrito por Vanessa Brandão às 01h00
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Amor correndinho
Amor correndinho, muito carinho
Estrelinha vindo, sorria sorria
Fase por fase, boca na boca
Um tchau e um chorinho
Quando presente é alegria, cidade vazia
Cedo e tarde, em mim, pra mim
Canta canta, toca toca e bebe
Beber alegria, que gira, gira e irradia
Risinho constante, nos olhos, na boca
No coração aspirante e inspirante
Amanhecer tocando na pele quentinha
Preguicinha de existir além dali
Não há nervoso, nem dormir sem dar tchau
Não há coisas estranhas ou palavras não ditas
Há um dito sempre, cantante e o principal
Amor mais que o normal
Escrito por Vanessa Brandão às 13h46
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Falta a cultura
Meu segundo artigo publicado na Folha de Boa Vista
A partir dos meus 23 anos, comecei a pensar no que eu poderia fazer para ter um mundo melhor. Hoje tenho 25 e essa pergunta me aflige diariamente. Não sei se todos pensam nisso, desconfio que não, mas o fato é que preciso descobrir algo. Eu já desejei muito ser extremamente talentosa na criação de textos, de modo que minhas palavras teriam o poder de convencer as pessoas a tentarem fazer também um mundo melhor.
Já desejei ter voz e talento para cantar e compor as canções mais lindas, ter o poder da retórica e até poderes sobrenaturais, tudo com o mesmo objetivo: o sonho de uma “evolução espiritual coletiva”. Mas a verdade é que não nasci com nenhum desses dons aflorados a ponto de mudar a cabeça das pessoas. Escrevo de forma mediana, não sei cantar, menos ainda compor, e até consigo falar bem em público, mas não tenho publico para falar. Quanto aos poderes naturais, sem comentários.
Achei que o fato de morar no menor estado brasileiro em população e economia iria dificultar ainda mais a minha determinação de fazer um mundo melhor, mas aí, lembrei certo dia de algo lido há uns 10 anos atrás, lá pelos meus 14 anos. Algum sábio pensador cujo nome não lembro dizia: “... Se queres mudar o mundo, então comece por dar uma volta ao redor de sua própria aldeia”. E percebi que se quero realmente fazer algo notório, que seja na minha pequena aldeia, o menor estado brasileiro em população e economia.
Mas, cheguei à conclusão de que para construir um lugar melhor pra se viver, é preciso primeiramente ter uma identidade cultural pra se amar. É preciso mostrar para as pessoas que aqui vivem, qual é a nossa identidade cultural, para que possamos deixar de viver a cultura de outros povos. É preciso e inevitável misturar o que vem de fora e o que já estava aqui, mas necessitamos filtrar o que é realmente nosso.
Para isso, uma necessidade básica é a criação de um órgão publico que seja promotor de políticas públicas que fortaleçam verdadeiramente a nossa cultura. Falo de mexer com o coração e cabeça dos cidadãos que aqui vivem. Um povo só é forte e respeitado, quando reconhece os seus costumes, quando se pode dizer: esse é o meu jeito de falar; essa é a minha comida; essa é a minha música; essas são as minhas festas; essa é a minha bebida; essa é a cara do meu estado. Tais noções deveriam ser inseridas em todas as classes sociais, independente de cor ou religião.
No entanto, o fato é que temos para cuidar da nossa cultura apenas uma Secretaria Estadual de Educação, Cultura, Desporto e Lazer. Ora, a própria educação já demanda problemas suficientes para fazer cair muitos fios de cabelo de um secretário e seus funcionários. Precisamos de uma secretaria de cultura. Não tê-la é adiar e anular a formação na nossa identidade cultural. E isso é um grave erro.
Escrito por Vanessa Brandão às 20h38
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Qual a nossa cara?
Meu primeiro artigo publicado na Folha
Era só mais um feriado dos tantos que eu já tinha passado em Boa Vista, nos cinco anos morando em outra cidade. Mas nesse eu resolvi ficar. Explicando sentimental e poeticamente meus motivos, posso dizer que foi a necessidade de ver um fim de tarde calmo, com pôr-do-sol mais laranja que todos já vistos até hoje. Foi a vontade de ver a noite chegando e não ter medo de ficar nela. Ver as caras conhecidas desde a adolescência e me sentir em casa em cada lugar. Ir a praia de rio no verão, fazer lual, comer paçoca com banana, ir para sítio tomar banho de igarapé de água transparente e entre tantas outras coisas simples, ter a família em casa depois de um dia trabalho.
Mas, só nessa volta é que pude ver com olhos críticos minha cidade, e perceber que boa parte da minha geração parou no tempo. Os anos passaram e nós não temos cara. Onde estão os jovens de vinte e poucos anos de Boa Vista? Nos empregos efetivos das instituições públicas eles são contados nos dedos, porque quase todas as vagas são ocupadas por pessoas de outros estados. Na política também não marcam presença nem fazem diferença. Não quero acreditar que tenham pulado no poço da fofoca, da intriga e da mediocridade, vivendo de subempregos passageiros, pensando e discutindo frivolidades.
Me pergunto... Qual é a cara da minha geração? Que músicas nos tocamos? Que filmes nós já fizemos? Que livros já publicamos? Quantos manifestos já tramamos? Eu só posso pedir forças positivas desse mundo estranho para que aquele garoto que fez uma banda de rock e resolveu compor suas próprias letras se multiplique, que aquela moça bonita que gastou dinheiro do salário baixo comprando livros de Nietzsche e Dostoiévski seja imitada. Que aquela outra, fã de balada, mas que hoje sai menos porque precisa guardar dinheiro pra pagar a faculdade seja aplaudida e que aquele cara que estuda fora mas sonha em voltar pra Roraima e ser um político honesto se quadruplique.
Torço também pela turma reunida para trocar idéias sobre vida e filosofia se achando a cúpula intelectual da cidade. Porque são todas essas pessoas unidas que vão construir esse Estado, e não os que esperam o cargo comissionado em casa, ou os que vão pra rua levantar bandeiras esperando ser recompensado pelo cargo comissionado ano após ano. Nem aqueles que acham música regional brega, sem tão pouco os que deixaram a vida passar comprando bebida na Venezuela, enchendo a cara e se drogando, gritando por aí ‘vida louca’, se esmurrando em festas para chamar atenção pela força já que não podem chamar atenção pela cabeça. Eu vou continuar procurando uma cara mais bonita para a minha geração.
Escrito por Vanessa Brandão às 22h04
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Domingãoooo... Eu continuo na mesma, com saudade, fazendo dieta, estudando pra duas pós=graduações e agora ainda me fiz o favor de fazer um curso técnico de radialista. Sim, porque de acordo com o sindicato dos Radialistas, eu tenho que ter um curso específico de rádio, mesmo já sendo jornalista. Ok, nem quis discutir porque pelo menos eles estão cobrando qualificação de quem atua em rádio. Por falar em rádio, cá estou no estúdio da Tropical sozinha como sempre. É estranho não ter dimensão de quantas pessoas estão me ouvindo. As vezes eu esqueço totalmente disso e falo coisas que só deveria falar com amigos...tipo: É, amanhã começa a semana e tem um monte de pepino pra resolver... ops, então vamos de música...
Rádio é uma coisa interessante, nem parece trabalho. Mas jornal impresso parece sim, e parece muito trabalho. É muito trabalho. Eu amo e odeio todo dia, numa intensidade que dura o tempo de um telefone tocar com uma pauta caindo e outra surgindo.
Mudando totalmente de assunto... Eu não tenho ido a igreja nem rezado. Não que minha fé tenha diminuído, é que eu me sinto falando com Deus toda hora. Ele virou praticamente um espectro todo tempo do meu lado. Eu pisco os olhos e o invoco todos os momentos, como se ele fosse uma parte de mim.Seria muita pretensão?
Segue abaixo o último texto elaborado pra pós de Artes Visuais Cultura e Criação.
O Impressionismo se importou com a luz, e como ela modifica tudo o que toca. As sombras passaram a ganhar cores e movimentos, indo de encontro à maneira como era registrada até então, com cores escuras. As linhas bem definidas para marcar as formas e contornos também perderam a importância. As cores do dia tomaram conta das telas, que ganharam mais vida e mais alegria.
O Expressionismo veio aprofundar a necessidade de cores para retratar a vida. E mais que isso, eles passaram a retratar os sentimentos, os instintos. As pinturas são dramáticas, e expressam todo tipo de sentimento humano, positivos e negativos. As figuras foram deformadas para dar ênfase a essa necessidade de expressar o que o artista estava sentindo no momento em que idealizou a obra.
O cubismo veio modificar a representação das formas da natureza. Destruiu a harmonia clássica dos desenhos e começou a ver cilindros, cones e esferas em tudo. As cores ficaram mais austeras, pálidas em alguns momentos. A geometrização ganhou espaço e passou a dar formas. Os objetos apareciam em três dimensões, com linhas retas e firmes.
Nos três movimentos uma característica pode ser apontada como ponto de convergência: as obras foram produzidas a partir da maneira como o artista via o mundo, a realidade, o momento histórico. Mais que retratar o que se via, o que se sentia também era algo indispensável para a importância da obra. Esses sentimentos foram tão intensos, que gerações e gerações compreenderam a mensagem e se hoje a relação homem mundo é tão bem retratada, os artistas do passado tiveram o mérito de abrir este campo de expressão, quebrando paradigmas, humanizando a arte, sendo incompreendidos enquanto vivos, tudo em nome da relação arte/vida real/sentimentos reais.
Hoje a arte é uma das formas mais eficientes de crítica à sociedade moderna, e esse 'poder' foi atrelado a partir da iniciativa de alguns vanguardistas que inseriram em seus trabalhos o inconformismo e sua maneira particular de ver o mundo.
Escrito por Vanessa Brandão às 22h11
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Revelações simples
Eu sempre tinha um pedido pronto no caso de ver uma estrela cadente. Desde adolescente. Depois de ver as primeiras estrelas e não consegui pensar em nada, eu me consultei profundamente e me perguntei: o que eu mais quero no mundo? O que me deixaria demasiadamente feliz? Como boa romântica, cheguei a ligeira conclusão de que seria encontrar o amor da minha vida, o príncipe encantado, a minha alma gêmea, o homem dos meus sonhos, seja lá como queiram chamar. Então esse passou a ser o meu pedido pronto. Tooodas as vezes que eu via uma estrelinha cadente, lá estava eu repetindo em silêncio o meu desejo mais precioso. Mesmo depois de ter crescido, me formado, aprendido a ser gente grande, eu ingenuamente continuava pedindo a mesma coisa, e com essa minha ingenuidade de acreditar nas estrelas cadentes, clichê em filminhos americanos da sessão da tarde, consegui realmente reencontrar o amor da minha vida. Isso é um fato.
Eu tenho alguns sonhos freqüentes. Em um deles eu vôo e no outro eu me emociono com o sol. Nos sonhos onde consigo voar, a minha consciência está quase acordada. Eu tenho a exata noção de como é maravilhoso voar, e eu brinco com o vento, de um lado pro outro feito um pendulo. Eu me deixo cair até bem próximo ao chão e fico ali brincando com a gravidade, depois dou uma arrancada e saio voando em direção ao céu. Ao acordar me sinto desperta como se não tivesse dormido a noite, ou melhor, como se já tivesse acordada há algumas horas. Quando sonho com o sol... Sou tomada por um sentimento de alegria, felicidade, conforto... Bem, na verdade, não consigo encontrar uma palavra na língua portuguesa que defina o que sinto, sei que se aproxima de tudo o que falei e também da esperança. Ele toma conta do céu. Não sei definir se é o nascer ou o por do sol, porque em alguns sonhos ele tem as cores laranja, rosado, e em outros, tem as cores da aurora, amarela, branca... É belo. Como se ele não tivesse vindo a terra por alguns meses e retornasse, deixando todos extasiados com a sua luz.
É isso... Há tempos que não escrevia aqui. Já disse que o fato de ter que escrever três pautas por dia me esgota e não consigo ter vontade de postar com regularidade né? E a vida segue, cheia de fatos, coisas, maneiras, saudades. Desculpe o simplismo ao contar da estrela cadente e dos sonhos, é que é simples assim... Puro.
Escrito por Vanessa Brandão às 20h26
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