2009 ...
Ano novo, nada novo. Só coisas da mídia que nos induzem a fazer promessas e criar metas para movimentar o sistema. Deixei esse espaço abandonado por quase dois meses... tive várias coisas para contar, mas não tive força de vontade para vir escrever. É que o ser humano geralmente está condicionado a só fazer algo que lhe dê algum retorno e ter um blog não dá retorno nenhum. Mesmo assim me fascina a idéia de que alguém possa ler o que escrevo do outro lado do mundo. A internet é fantástica porque proporciona esse contato antes impossível.
Estou na Rádio Tropical FM neste momento, são 18h e 10 minutos, e fico aqui até às 20h. Ontem a noite tive a oportunidade de conversar por horas com duas garotas assim como eu: que já não se satisfazem com papos idiotas sobre escova definitiva e frivolidades quotidianas. Não que conversar bobagens seja uma coisa tão terrível (as vezes é até necessário), mas hoje eu busco algo mais em uma conversa.
Gosto de conversar com pessoas que consigam derrubar meus argumentos, me mostrar uma nova forma de ver a vida, me deixar sem vontade de falar para poder ouvir mais e mais. E isso, infelizmente, tenho que confessar: é mais difícil em uma rodinha de meninas. Quem me conhece sabe que tenho posições bem feministas na maioria das situações, mas meninas parecem ser mais superficiais que meninos. Não me refiro ao papo que rola em uma rodinha só de homens, porque aí o nível intelectual da conversa é bem mais vil que a conversinha fútil das meninas, me refiro a conversar numa boa, em uma roda de homens e mulheres.
Quando conheci o Reinaldo, me apaixonei por conseguir ter esse papo mais cabeça logo de cara. A coisa fluiu e até hoje, depois de um ano de namoro, conseguimos frequentemente engatar conversas que só acrescentam, onde um abre a mente do outro pra novas ideias e até ideais. Mas ontem, para minha felicidade, fiquei até a madrugada conversando com Bia e Camila sobre tudo o que adoro. O mundo, o sistema, a profissão, o amor, a vida espiritual, enfim, as dúvidas e certezas de cada um desses aspectos.
Mudando de assunto, como primeiro post do ano, eu deveria pela 'tradição' escrever um monte de coisas otimistas, mas não quero me forçar a ficar de blá blá blá aqui, escrevendo textos gigantes, só para manter o padrão. Quero ser mais simples. E no momento nada mais me vem à cabeça. Vou entrar no ar. Fui.
Escrito por Vanessa Brandão às 20h44
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