Vanessa Brandão
   
 
   



BRASIL, Norte, BOA VISTA, Mulher, Arte e cultura, Livros
 

  Histórico

Outros sites
 garotasquedizemni
 rub
 orkut
 folha de boa vista
 vagalume




 

 
 

Domingãoooo... Eu continuo na mesma, com saudade, fazendo dieta, estudando pra duas pós=graduações e agora ainda me fiz o favor de fazer um curso técnico de radialista. Sim, porque de acordo com o sindicato dos Radialistas, eu tenho que ter um curso específico de rádio, mesmo já sendo jornalista. Ok, nem quis discutir porque pelo menos eles estão cobrando qualificação de quem atua em rádio. Por falar em rádio, cá estou no estúdio da Tropical sozinha como sempre. É estranho não ter dimensão de quantas pessoas estão me ouvindo. As vezes eu esqueço totalmente disso e falo coisas que só deveria falar com amigos...tipo: É, amanhã começa a semana e tem um monte de pepino pra resolver... ops, então vamos de música...

Rádio é uma coisa interessante, nem parece trabalho. Mas jornal impresso parece sim, e parece muito trabalho. É muito trabalho. Eu amo e odeio todo dia, numa intensidade que dura o tempo de um telefone tocar com uma pauta caindo e  outra surgindo.

Mudando totalmente de assunto... Eu não tenho ido a igreja nem rezado. Não que minha fé tenha diminuído, é que eu me sinto falando com Deus toda hora. Ele virou praticamente um espectro todo tempo do meu lado. Eu pisco os olhos e o invoco todos os momentos, como se ele fosse uma parte de mim.Seria muita pretensão?

Segue abaixo o último texto elaborado pra pós de Artes Visuais Cultura e Criação. 

 

O Impressionismo se importou com a luz, e como ela modifica tudo o que toca. As sombras passaram a ganhar cores e movimentos, indo de encontro à maneira como era registrada até então, com cores escuras. As linhas bem definidas para marcar as formas e contornos também perderam a importância. As cores do dia tomaram conta das telas, que ganharam mais vida e mais alegria.

O Expressionismo veio aprofundar a necessidade de cores para retratar a vida. E mais que isso, eles passaram a retratar os sentimentos, os instintos. As pinturas são dramáticas, e expressam todo tipo de sentimento humano, positivos e negativos. As figuras foram deformadas para dar ênfase a essa necessidade de expressar o que o artista estava sentindo no momento em que idealizou a obra.

O cubismo veio modificar a representação das formas da natureza. Destruiu a harmonia clássica dos desenhos e começou a ver cilindros, cones e esferas em tudo. As cores ficaram mais austeras, pálidas em alguns momentos. A geometrização ganhou espaço e passou a dar formas. Os objetos apareciam em três dimensões, com linhas retas e firmes.

Nos três movimentos uma característica pode ser apontada como ponto de convergência: as obras foram produzidas a partir da maneira como o artista via o mundo, a realidade, o momento histórico. Mais que retratar o que se via, o que se sentia também era algo indispensável para a importância da obra. Esses sentimentos foram tão intensos, que gerações e gerações compreenderam a mensagem e se hoje a relação homem mundo é tão bem retratada, os artistas do passado tiveram o mérito de abrir este campo de expressão, quebrando paradigmas, humanizando a arte, sendo incompreendidos enquanto vivos, tudo em nome da relação arte/vida real/sentimentos reais.

Hoje a arte é uma das formas mais eficientes de crítica à sociedade moderna, e esse 'poder' foi atrelado a partir da iniciativa de alguns vanguardistas que inseriram em seus trabalhos o inconformismo e sua maneira particular de ver o mundo.

 

 

 

 



Escrito por Vanessa Brandão às 22h11
[] [envie esta mensagem
] []


 

 
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]